Isso mesmo, você precisa parar de estudar inglês, mas não de aprender inglês. Continue aqui comigo para entender porque estudar inglês não é o melhor e mais eficaz caminho para a fluência.
Você também já se perguntou por que não consegue de jeito nenhum aprender um novo idioma? Já me fiz essa pergunta centenas de milhares de vezes depois que comecei a aprender inglês quando eu era criança. Eu tinha uma dificuldade surreal e comecei a odiar esse idioma profundamente. Eu me achava burra e incapaz de aprender algo que várias outras pessoas estavam conseguindo. Ou seja, na minha cabeça o problema era única e exclusivamente eu (amazin’)!
Minha trajetória para aprender inglês é bem turbulenta (como a sua, provavelmente). Durante um booom tempo tive mais baixos do que altos. Na verdade, por anos eu só tive baixos mesmo. Só fui começar a ter meus altos em 2015 (finally), quando eu tinha uns 18 anos.
Quero deixar bem claro que o problema não é você e sua capacidade de aprender línguas. O problema é a sua perspectiva. A gente encara o aprendizado do inglês como uma obrigação de estudo: livros didáticos, listas de vocabulário, exercícios de gramática e a pressão de falar perfeitamente e com o mínimo de sotaque possível, lógico. E quem nos condicionou a isso desde de muitos novos? A escola, principalmente.
*Não me aprofundarei em técnicas de aprendizado neste artigo*
Por que ‘estudar’ inglês pode ser um problema?

Essa visão de estudo, obrigação muitas vezes vai nos fazer pegar um ranço do idioma. E quem consegue aprender algo quando se tem ranço do objeto de estudo? Algumas pessoas se dão bem com esse tipo de aprendizado mais tradicional e evoluem na língua, tenho até amigos que ficaram quase fluentes desta forma. Mas para a maioria de nós não vai funcionar e, além de não funcionar, vai nos afastar do idioma.
Quando tratamos o inglês (e qualquer outro idioma) como mais uma matéria escolar, ele se torna maçante, chato. A cobrança por notas, a frustração com erros e a sensação de que nunca vai aprender tiram a parte boa e legal do processo todo. E sim, aprender inglês pode ser divertido e leve.
Hobby! Veja e aprenda inglês como um hobby diário

Acredite em mim, começar a ver e tratar o inglês como um hobby consequentemente fará você fazer as pazes com ele caso você o odeie tanto quanto eu odiava anos atrás. Tê-lo na sua rotina te levará a gostar do idioma e se interessar por ele. Para isso, faça desse momento mais um momento descontraído do seu dia a dia, assim ele se tornará aos poucos parte de você de um jeito orgânico e agradável.
Você não precisa logo de cara encher a maior parte do seu dia com conteúdos em inglês, é só inserir aos poucos e aumentar a cada uma ou duas semanas, por exemplo. Mas o que realmente importa mesmo é a consistência, caso você tenha de fato a intenção de fazer do inglês a sua segunda língua. Mas já que você ainda está aqui lendo este artigo, imagino que queira muito.
Você precisa imergir de cabeça no idioma, independentemente se está entendendo algo ou praticamente nada. Tenha contato frequentemente e o associe a outros hobbies que você já tem. Consuma assuntos que você gosta em inglês assim como já faz no português. Gosta de cozinhar? Acompanhe canais culinários da gringa. Gosta de moda? Acompanhe no modo inglês. Ama esportes? Já sabe! É unir o útil ao agradável!
Sem pressão, sem medo de errar

Você sabe qual é o maior inimigo do aprendizado? O medo de errar. Ele te impede até de começar ou persistir após errar. Erros são naturais e pessoas erram. O problema não é errar, e sim largar de lado por ter errado. É aquele famoso ditado: é errando que se aprende.
Ou seja, você vai errar sim, até nativos erram, quem dirá a gente, (e aposto que vez ou outra você erra algo no português também que nem eu) e isso não deve ser um problema e muito menos um motivo para parar de tentar.
Não se pressione para falar perfeitamente, até porque perfeição não existe. Sei que tem umas palavras que a gente pena para pronunciar minimamente certo. Eu, por exemplo, sofro muitos com a pronúncia de umas palavras pequenas em alemão, (sim, isso mesmo, as pequenas, as maiores prelo incrível que pareça costumam ser bem mais de boa para falar). Estou há meses passando raiva com o termo da drüben, mas não vai ser essa mísera palavra que vai me fazer desistir do alemão.
Apenas repita as palavras como conseguir e com o tempo você aperfeiçoará naturalmente. Se exponha ao erro, se permita errar. Não fique se forçando a pronunciar impecavelmente e sem sotaque nenhum, até porque ter sotaque não é um crime. Eu particularmente acho que o sotaque dá um charme. Sou totalmente contra as pessoas fazerem de tudo para eliminar 100% o sotaque.
“Mas um nativo pode rir da minha pronúncia ou do meu erro”. Sinceramente, é muito mais fácil um brasileiro mesmo rir do que um nativo. Quem tem essa pira de falar perfeitamente com 0 erros somos nós, os nativos mesmo não estão nem aí e ainda vão te ajudar. Falo por experiência própria – e dos outros.
E a gramática?

Entenda, comunicação não é sobre gramática impecável e imune de erros, é sobre conectar pessoas. Gramática é importante? Sim, obviamente tem sua importância, mas eu não vejo como a parte mais essencial, muito menos para quem é iniciante.
O que eu recomendo no começo é ver as estruturas básicas, como o passado, presente e futuro. Assim, fica mais fácil para começar a identificar os tempos verbais dos conteúdos que você consumir, mas não se apegue tanto a regras gramaticais.
A ideia de aprender sem estudar significa aprender de forma indireta, intuitiva e contextualizada, em vez de decorar todas as regras de um livro de gramática (que vamos combinar, é algo muito chato de se fazer).
É possível internalizar a gramática naturalmente, da mesma forma que você fez e ainda faz com o português desde que era criança. Você não estudou regras de conjugação verbal para começar a falar, certo? Você foi exposto à língua diariamente por muitas horas.
Quem estiver em um nível mais intermediário, vai entender quando digo que muitas vezes formamos e falamos algumas frases em inglês de forma intuitiva, nem sequer estamos raciocinando como que monta aquela frase de acordo com a gramática, mas ela simplesmente sai da sua boca da forma certa. Mas por que isso acontece?
Seu cérebro é muito bom em identificar padrões. Depois de ouvir “I go to school” mil vezes e “She goes to school” outras mil vezes, seu cérebro internaliza que com “he“, “she“, “it“, algo muda no verbo. Você não decora a regra, mas sente que soa errado dizer “She go“.
Concluindo

Aprender inglês como um hobby, ao invés de simplesmente parar e sentar por uma hora para estudar inglês, é uma forma eficaz que indico para chegar na fluência.
E fluência não significa falar perfeitamente, nunca cometer erros e saber a gramática de ponta a ponta. Fluência é você conseguir se comunicar com as pessoas.
Uma dica que dou é: troque a pergunta “Qual é a regra?” por “Como os nativos dizem isso?”.
Mergulhe na língua, seja curioso, imite e pratique. A gramática se tornará um feeling, não uma memória.
Apenas coloque logo o inglês no seu dia a dia e aproveite as vantagens e benefícios!



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